Assembléia adia discussão da moção popular contra o silêncio Assembléia adia discussão da moção popular contra o silêncio
O Legislativo português adiou o início da discussão de uma moção popular que pede a investigação do escândalo das adoções da Igreja Universal do... Assembléia adia discussão da moção popular contra o silêncio

O Legislativo português adiou o início da discussão de uma moção popular que pede a investigação do escândalo das adoções da Igreja Universal do Reino de Deus. A moção foi produto da mobilização espontânea de mães de várias cidades portuguesas pelo Movimento Verdade, criado como reação da sociedade ao silêncio das autoridades sobre as denúncias veiculadas na série O Segredo dos Deuses, da TVI de Lisboa.

O pedido foi apoiado por mais de 5,7 mil pessoas, muito mais do que as quatro mil assinaturas  exigidas para esse tipo de iniciativa . Mas isso não foi suficiente para que o parlamento português começasse a discutir o que ocorreu com  adoção de crianças portuguesas abrigadas em lares de amparo mantidos pela seita. A análise da moção estava pautada para a primeira reunião da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias nesta quarta, 15.

Alegando que seria necessário respeitar a burocracia do processo parlamentar, a admissibilidade da moção foi cancelada. Há uma sugestão de reagendamento para o dia 21, mas nada ainda foi formalizado. Um movimento retrógrado que em nada ajuda a desfazer a impressão de má-vontade evidente dentro das instituições que deveriam investigar e fiscalizar o que está sendo denunciado.

“Lamento que a discussão desta questão não seja uma prioridade máxima para os senhores deputados…isto só mostra que 20 anos depois, o Estado continua a desrespeitar estas mães!”, disse a jornalista Alexandra Borges, que, junto com Judite França produziu a série veiculada pela TVI.

Leia abaixo a íntegra da carta emitida pela Comissão de Assuntos Constitucionais.

 

Universal Truth Portugal

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